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O que é HPV?

O papiloma vírus humano (HPV) é um DNA vírus de transmissão sexual, que infecta pele e mucosas. É a doença sexualmente transmissível mais comum em todo o mundo e estima-se que o risco de uma mulher adquirir o vírus, ao longo da vida, seja maior que 80%. Mais de 100 subtipos de HPV foram identificados.

O vírus pode manifestar-se como verrugas genitais, localizadas na região da vulva, vagina, colo do útero, períneo ou ânus. No homem, localizam-se principalmente no pênis, na região da glande ou do prepúcio. Estas lesões têm aspecto elevado e levemente acinzentado, podem ter poucos milímetros ou agrupar-se para formar estruturas maiores. Estas lesões recebem o nome de condiloma acuminado. Os condilomas são decorrentes de infecção pelos subtipos de HPV6 e 11.

Outra manifestação da infecção por HPV é o câncer anogenital. O mais comum é o câncer de colo de útero, entretanto o vírus já foi associado a câncer de vulva, vagina, ânus e pênis. Estima-se que 15% das infecções por HPV podem evoluir para câncer, se não forem tratadas. O câncer anogenital é decorrente de infecção pelos subtipos de HPV 16, 18, 45 e 31.

Como tratar?

Ao receber o diagnóstico de HPV, não se desespere. Grande parte dos diagnósticos de HPV são decorrentes de lesões benignas ou achados de exames como o Papanicolaou e a colposcopia. Após avaliação criteriosa do ginecologista, a lesão será classificada como de baixo ou alto risco.

As lesões de baixo risco, costumam apresentar regressão espontânea em até 70% dos casos, ou podem ser tratadas com ácido tricloroacético, pomadas que regulam a imunidade, entre outros.

Em caso de lesões de alto grau, pode ser necessário realizar uma cirurgia para a retirada da lesão. Costumam ser cirurgias pequenas, desde que o diagnóstico seja precoce. Daí a grande importância da visita periódica ao ginecologista, para a realização dos exames preventivos.

Então como prevenir?

A prevenção é a ação mais importante quando se fala em HPV. O uso de preservativo limita a transmissão sexual não apenas do HPV, como de outras doenças sexualmente transmissíveis como HIV, sífilis, entre tantas outras. Além disso, a coleta periódica do Papanicolaou irá possibilitar o diagnóstico precoce de lesões precursoras, antes do surgimento de doenças mais graves.

Atualmente, é possível vacinar-se contra o HPV. O ideal é vacinar antes do primeiro contato sexual. No Brasil, recomenda-se o uso da vacina por meninas de 9 a 26 anos de idade. Entretanto, o seu uso está se tornando cada vez mais liberal, incluindo rapazes e moças que nunca apresentaram evidências de infecção por HPV, independentemente da idade.

Tipos de vacina contra HPV

Existem dois tipos de vacina disponíveis comercialmente:

A vacina bivalente, conhecida pelo nome comercial de Cervarix, previne o surgimento de lesões causadas pelos subtipos 16 e 18 do HPV, prevenindo assim 70% dos casos de câncer de colo de útero. Deve ser administrada em 3 doses, com intervalo de 1 mês entre a primeira e a segunda e 5 meses entre a segunda e a terceira doses.

A vacina quadrivalente, de nome Gardasil, previne tanto as lesões causadas pelos subtipos 16 e 18, como também aquelas causadas pelos subtipos 6 e 11 do HPV, estes últimos responsáveis por 90% dos casos de verrugas genitais. Também deve ser administrada em 3 doses, com intervalo de 2 meses entre a primeira e a segunda e 4 meses entre a segunda e a terceira doses.

O SUS iniciou, em 2014, campanha de vacinação contra o HPV para meninas entre 11 e 13 anos de idade. A vacina quadrivalente é produzida no Instituto Butantã, com a mesma tecnologia da vacina importada. São oferecidas 2 doses, com intervalo de 6 meses entre elas. A segurança da vacina já foi bem estabelecida.

Converse sobre a vacina com amigas e familiares. A informação é a principal arma contra o HPV.